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Vale do Sousa

Felgueiras-Idães

PATRIMÓNIOS com vida

Ocupada desde tempos imemoriais, as terras de "Felgerias Rubeas" testemunham em toda a sua plenitude a identidade europeia e o que significa ser português. Os espólios valiosíssimos de povoados da Idade do Bronze, os legados da romanização que perduram, a toponímia que recorda invasões, batalhas e outros povos e línguas, o caminho de Santiago, as igrejas e os mosteiros de um românico ainda hoje vibrante, as lendas e tradições medievais, os ecos do renascimento e da epopeia lusitana que deu "novos mundos ao mundo", as marcas perenes do barroco e do neoclassicismo na arquitectura, são marcas do tempo passado deste território que, no presente, fazem de Felgueiras uma montra viva da História.


Povoado da Cimalha (Bronze Final - II.º Milénio a.C.)
Para além do importante espólio arqueológico, o resultado mais importante desta intervenção arqueológica poderá ser o de comprovar a não dicotomia entre o sagrado e o profano, bem como o valor dos mortos como legitimadores dos lugares, criadores de memória e de identidade.

Villa Romana de Sendim (Séculos I - VI)
Começada a construir na segunda metade do século I - as legiões de Augusto chegaram ao noroeste ibérico entre 27 e 19 a.C. -, profundamente remodelada a partir de finais do século III, a sua ocupação mantém-se ao longo do século IV e suportou, inevitavelmente, as consequências da instauração dos domínios suevo (séc. V) e visigótico (séc. VI) na região, vindo a sofrer um grande incêndio em meados do século VI. A partir de então, a casa entrou em decadência e foi abandonada, mas a imponência das ruínas terá feito com que algumas dependências fossem pontualmente reocupadas ao longo dos séculos seguintes.

GENTE DE ENGENHO E ARTE

Das mãos de fada das mulheres de Felgueiras saem genuínas obras de arte em bordado certificado da "Terra de Sousa", fruto de um saber que se consolidou de mães para filhas ao longo dos tempos. As rendas de filé e outras produções artesanais atestam a riqueza da expressão artística popular desta terra de afectos.

GASTRONOMIA AUTÊNTICA

Cozido em forma de barro não vidrado, num forno de lenha, o Pão-de-Ló de Margaride é um bolo delicioso, foi servido à mesa da Família Real Portuguesa desde o século XIX, e a sua receita mantém-se inalterada até aos dias de hoje.
Cozinha autêntica, produtos da terra, sabores plenos de frescura e intensidade, fazem da gastronomia de Felgueiras um privilégio para os sentidos de todos quantos têm a oportunidade de a degustar.

 

TERRA DO VINHO VERDE

Teriam sido monges beneditinos, fundadores do Mosteiro de Pombeiro que, por volta do ano mil, incrementaram no amplo vale envolvente a cultura da vinha e a produção deste "néctar dos deuses" - o Vinho Verde. Passou um milénio, e cabe hoje à "Confraria do Vinho de Felgueiras" ser a guardiã da tradição eno-gastronómica deste vinho único, cujos vinhedos constituem uma marca inconfundível de autenticidade na paisagem rural.

CALÇAR O MUNDO

Marcada pela invulgar capacidade empreendedora das suas gentes, Felgueiras é responsável por 50% da exportação nacional de calçado. Inovação e design são uma aposta clara da principal indústria local, que tem na "Descalço - Gala de Estilismo e Design do Calçado" um evento anual de promoção. A produção instalada do sector secundário coloca o município de Felgueiras num lugar de destaque na criação de riqueza a nível nacional.

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