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Área Metropolitana do Porto

Ermesinde

Ermesinde

Situado na área do Douro Litoral, o concelho de Valongo localiza-se a Nordeste da cidade do Porto, integrando a sua Área Metropolitana. Neste Município, constituído por 5 freguesias, é notória a dicotomia Campo/Cidade, sendo possível, numa curta distância, deixar um cenário tipicamente urbano e recuar ao mais genuíno mundo rural.

A criação do concelho de Valongo remonta ao ano de 1836 e ocorre no contexto da reforma administrativa do País, durante o reinado de D. Maria II.
 
Contudo, a sua ocupação humana é anterior à romanização. A pluralidade de espaços repartidos entre o vale e a serra, a abundância de água e a riqueza do seu subsolo, terão facilitado a fixação de povos desde épocas remotas. A presença romana nesta área, associada à exploração mineira, foi bastante significativa, tendo, o próprio topónimo que a designa, origem nas palavras latinas Vallis Longus (Vale Longo). Possuidora das maiores pedreiras de ardósia do país, a sua expansão ficou a dever-se sobretudo à indústria panificadora, pão e biscoitos, que abastecia a cidade do Porto.

Uma visita ao concelho de Valongo, deixa facilmente perceber a riqueza da sua história, a alegria das suas gentes e a importância de uma cultura feita de contrastes.
Para preservar a diversidade cultural de Valongo, a autarquia criou pólos culturais nas diversas freguesias do concelho, possibilitando, assim, o acesso de todos à cultura.

A crescente valorização da Serra de Santa Justa e Pias levou à criação de novas infra-estruturas e de serviços de apoio aos visitantes, projectos estes que nascem também com o intuito de sensibilizar a comunidade.
A dois passos do Porto, Valongo é, hoje, um concelho desenvolvido e equilibrado, onde o crescimento económico convive com a preservação do património cultural e natural.

Pontos de interesse de Ermesinde

1. Alminhas da Cancela

2. Alminhas de S. Silvestre

3. Bom Pastor, Igreja e Alminhas
Consagrada ao Divino Coração em cumprimento de um voto da Irmã Maria do Divino Coração e que foi beatificada a 1 de Nov. de 1975. Possui no seu interior o Mausoléu da Irmã. Foi construída entre 14 Julho 1957 e 21 de Abril de 1966. No muro exterior encontram-se umas alminhas evocativas das almas do purgatório.

4. Capela do Sr. dos Aflitos e núcleo rural
Capela de planta longitudinal e nave única, coberta por um telhado de duas águas. Estrutura granítica visível nos ângulos, lados rebocados e fachada forrada a azulejo azul e branco. A fachada tem uma porta inserida num arco de volta inteira, à qual se tem acesso a partir de uma escadaria semi-circular. A cobertura é rematada por uma cruz central e dois pináculos piramidais lateralizados. Nos anos 40 sofreu ampliação com a adição da Sacristia, as janelas foram acrescentadas nas paredes laterais, azulejos exteriores e novo telhado. Imagens exteriores de S. Francisco e N.ª Sr.ª de Fátima. Envolvente constituída por 5 casas agrícolas e respectivas dependências datadas de 1910 a 1945. Tinha cruzeiro.

5. Casa Acastelada
Torreão de 2 pisos, de pedra à vista, encimado por merlões como remates, construído em 1915. A fachada N, é virada ao Leça. A fachada Sul tem um relógio de sol.

6. Cruzeiro dos Centenários
Assenta numa base redonda de dois degraus circulares sobrepostos. O corpo em forma de paralelepípedo, apresenta em cada uma das faces, símbolos nacionais de vitória sobre inimigos. Sobre ele ergue-se uma coluna torsa de gosto neo-manuelino, encimada por um cubo com os símbolos (cruz, espada, esfera armilar e quinas) e suporta a Cruz de Cristo. Construído no âmbito das Comemorações dos Centenários, que decorreu em 1949: 1140 - Fundação de Portugal e 1640 Restauração da Independência. Tem a legenda: “ Padrão Comemorativo do Amplo Centenário de Portugal”.
Foi mandado erigir pela Junta de Freguesia.

7. Estação de Caminho-de-Ferrro e Praça
A actual Estação de Ermesinde substituiu a antiga, teve início em Julho de 1997 e foi concluída em Maio de 2001. A intervenção foi da responsabilidade da REFER (Projectos Porto e Norte). O número de linhas, embora reduzido de oito para seis, viu a sua capacidade acrescida, devido ao alargamento das plataformas de passageiros até aos 8m e com um comprimento de 300m. O novo edifício de passageiros projectado pelo Grupo3 Arquitectura, funcional e de linhas modernas, é constituído por um amplo átrio que dá acesso à primeira plataforma, às bilheteiras ao restaurante e à cafetaria. A partir deste piso e através de escadas rolantes, tem-se acesso ao átrio inferior, decorado por um baixo relevo em grés cerâmico, com cerca de 40 metros, alusivo às comunicações e transportes, da autoria do escultor Mário Ferreira da Silva. O átrio inferior, com estrutura insonorizada, dispõe de um galeria subterrânea que atravessando a Estação a toda a largura desemboca numa praça, constituindo assim uma segunda alternativa de entrada na Estação. A galeria, perifericamente ocupada por áreas comerciais, conta com 17 lojas e estende-se por um total de 800m2. A singularidade da Estação é marcada, sem dúvida, pela sua cobertura, em chapa de aço lacada cinza-alumínio, constituída por duas abóbadas interiores e duas palas laterais, formando uma ampla nave, sobre os 180 metros centrais das três plataformas de passageiros e das quatro linhas. Na praça fronteira encontra-se uma estátua de homenagem ao Ferroviário, pelo seu papel activo no desenvolvimento da cidade.

8. Fábrica Têxtil de Sá
A Fábrica de Fiação e Tecidos de Ermesinde foi mandada construir por Manuel Pinto de Azevedo e Amadeu Vilar nos inícios do séc. XX. A sua estrutura arquitectónica faz lembrar os exemplares da arquitectura industrial do séc. XIX, dada a sua divisão em corpos bem definidos, grande altura e clareamento dos mesmos através de grandes fenestrações.
Possuía uma série de benefícios para os trabalhadores: refeitório, cooperativa, padaria etc...

9. Fórum Cultural, Praça da Cultura e Parque Urbano Dr. Fernando Melo
Resulta do reaproveitamento do que restava da antiga Fábrica de Cerâmica (fundada em 1910). Tem vários espaços: Posto de Turismo, Cafetaria, Galeria Museológica, Casa de Espectáculos com capacidade para 304 lugares, apoiada por dois gabinetes, um de tradução e outro de projecção, Galeria de Exposições e Sala Multimédia. Inaugurado a 18 de Maio de 2001. O Parque tem uma área de vinte mil metros quadrados, e na primeira fase foi feita a edificação de um lago, com uma pequena ilha e repuxo, efusivamente iluminado; um anfiteatro ao ar livre, com capacidade para 350 pessoas, e concha acústica; um parque infantil; zonas pedonais e uma área ajardinada, com vários bancos. A delimitar o parque foi feita, uma harmoniosa e bem enquadrada vedação e a partir de 18 de Maio de 2001 possui um campo de minigolfe e o Fórum Cultural de Ermesinde. No dia 23 de Junho de 2001 foi inaugurado uma gigantesca estátua atlética da autoria de Agostinho Rocha e Orlando Machado. Inaugurado a 11 de Julho de 1998. Espaço ocupado pela antiga Fábrica da Telha e actual Fórum Cultural de Ermesinde.

10. Igreja de St.ª Rita, Cruzeiro e Convento da Formiga (N.ª Sr.ª do Bom Despacho da Mão Poderosa)
A igreja data de meados do séc. XVIII e instalou-se em terrenos doados por uma abastada família.
A sua estrutura barroca é bastante depurada no exterior, o que contrasta com a riqueza do interior recheado de azulejos e talha dourada dos altares.
A sua longa existência foi pautada por muitos acontecimentos significativos, dos quais se destacam os seguintes:
Hospital de sangue das tropas miguelistas, e D. Miguel aqui se deslocou em 20 Dez 1832.
1834 – Extinção e como Convento e Colégio, devido à lei de Joaquim António de Aguiar. Foi comprado por José Joaquim Pinto da Silva.
1842-1849 – Criação do Colégio da Formiga
1912 – Colégio de Ermesinde
1953- Obras de restauro da Igreja levadas a cabo por Monsenhor Miguel Sampaio. Colocação dos azulejos da fábrica Viúva Lamego.

11. Igreja Matriz e Cruzeiro  
Início da construção a 29 Abril de 1968 e inaugurada a 20 Dezembro de 1981, por D. António Ferreira Gomes Tem 47m comprimento por 27 de largura e cerca de 7 andares de altura, sendo construída em betão armado e revestida em algumas partes por alvenaria. O projecto é do Arquitecto Alcino Costa e do escultor Mário Silva O fundo da capela-mor tem elementos escultóricos brancos de pedra calcária, tipo colunas côncavas e convexas, de diferentes alturas, tendo a mais alta 7,60m. O Sacrário em bronze, integra-se numa estrutura pétrea escura, de onde saem raios de diferentes comprimentos em todas as direcções. A cruz em madeira de Riga com a imagem de Cristo é dos escultores Ferreira Santos e oferta do Sr. Henrique da Silva Panelas, que já tinha oferecido o relógio para a Torre e a mesa para o altar-mor. Inclui o Painel da vida de S. Lourenço e o Painel da Santíssima Trindade.
O Cruzeiro da Igreja foi mandado construir pela Igreja como reacção ao mandado construir pela Junta de Freguesia em 1949 e é de estilo barroco. Assenta em 4 degraus sobrepostos, em forma de pirâmide. A base é um paralelepípedo com motivos vegetais nas quatro faces. Sobre este nasce uma coluna compósita de fuste canelado. O capitel de gosto coríntio sustenta uma esfera e uma Cruz no remate.

12. Palacete do Mesquita
Mandado construir nos anos 20 por um membro da maçonaria que fez fortuna no Brasil. A fachada voltada para o caminho-de-ferro, apresenta um alpendre que abrange os dois pisos, decorado com arco, colunas, telhados e varandins. Do lado esquerdo surge um torreão quadrangular coberto por miradouro de dois pisos – um coberto e o outro destapado, rematado por quatro jarrões. Na fachada sul corre uma galeria aberta com colunata, coberta por um telhado comprido e estreito. As outras fachadas são de maior simplicidade.

13. Quinta da Formiga
Extensa propriedade agrícola que remonta aos primeiros anos do séc. XVIII, onde se cultivavam cereais e fruta. O seu proprietário Francisco S. Guimarães doou parte dela para a construção do convento e igreja da Formiga.

14. St.ª Joana, Colégio e Capela
Pertencia ao juiz conselheiro Magalhães. Em 1934 foi adquirido pela Superiora Geral da congregação das Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Passou o colégio de Tui para Ermesinde, por causa da Guerra Civil Espanhola. Pertenceu à família Sá da Bandeira. 
A capela bastante simples serve de local de culto às religiosas e aos numerosos alunos da instituição. O seu interior luminoso recorre à madeira para acabamentos.

15. S. Silvestre, Capela, Alminhas e Cruzeiros
Capela granítica de nave única, com alpendre anteposto à fachada principal assente em 3 arcos de volta perfeita, datada de 1625. Possui as imagens de S. Silvestre, S. Tiago e S. Vicente, S. José, Nossa Sra. De Fátima, o Sagrado Coração de Jesus e S. Judas Tadeu.
Venera-se S. Silvestre, com festa a 31 de Dezembro. Advogado da fome, da peste e da guerra.
O cruzeiro assenta numa base quadrangular de 3 degraus de granito de tamanho decrescente. Coluna de granito de fuste liso, rematada por um capitel jónico, rematado por uma cruz.

16. Travagem, Moinho e Ponte
Moinho com 6 mós e canal de encaminhamento de água, construído em 1802, também conhecido como Moinhos do Abade. Para além da importância na moagem de milho ao longo dos tempos destacou-se como base para competições de natação associadas ao CPN (Club de Propaganda de Natação).
A ponte foi construída na linha do Minho, é de granito e apoia-se sobre um único arco de volta inteira, tendo sido inaugurada em 21 de Maio de 1875.

17. Vila Beatriz
Mandada construir por Amadeu Vilar nos anos 20, pertenceu ao industrial Luís Soares. De gosto ecléctico e torreão vistoso, possui vistosos painéis de azulejos tratando temas rurais, naturalistas no exterior e de feição rococó no interior. Readaptada a Centro Sócio-Cultural e Piscina Municipal inauguradas a 19 Nov. 1989. Novas reformas em 2005 a que foi acrescentado o CMIA, Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental.”

Informação cedida pela Câmara Municipal de Valongo

Implementação: SIMBIOSE